“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” (Mateus 24:42).
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Vigilância Epidemiológica: Vamos falar de Influenza ?




O momento é oportuno, vivenciamos um momento aonde a influenza entra em nossos lares via rádio, televisão, jornais quando não em mensagens via e-mail, muita coisa se fala, escreve, mas o que realmente é importante saber sobre a influenza ?  Vamos a uma bate papo !



1. O que é influenza?
 
Também conhecida como gripe, a influenza é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, que são responsáveis por um grande número de internações hospitalares no País. A doença inicia-se com febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. É uma doença muito comum em todo o mundo, sendo possível uma pessoa adquirir influenza várias vezes ao longo de sua vida. É também freqüentemente confundida com outras viroses respiratórias, por isso o seu diagnóstico de certeza só é feito mediante exame laboratorial específico.

2. Resfriado e influenza (gripe) são a mesma coisa?

Não. O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias.  Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, como congestão nasal, secreção nasal (rinorréia), tosse e rouquidão. A febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares (mialgia) e dor de cabeça (cefaléia). Assim como na influenza, no resfriado comum também podem ocorrer complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção. Os principais agentes infecciosos do resfriada comum são os Rhinovírus (com mais de 100 sorotipos), os Coronavírus, os vírus Parainfluenza (principalmente o tipo 3), o Vírus Sincicial Respiratório, os Enterovírus e o Adenovírus.

3. Existem outras doenças que podem ser confundidas com a influenza?

Sim, além do resfriado comum, a  rinite alérgica é uma das doenças que mais se confundem com a gripe. Na rinite alérgica ocorrem sintomas como espirros, congestão e corrimento nasal. Existem duas formas de rinite alérgica: uma sazonal (em determinadas épocas do ano) e uma que dura o ano todo, podendo ser contínua ou intermitente. A rinite alérgica não é acompanhada de febre. Porém, isso pode acontecer quando ela estiver associada a uma infecção.

4. Qual o agente causador da influenza humana?

Um vírus. São conhecidos 3 tipos de vírus da influenza: A, B e C. Esses vírus são altamente transmissíveis e podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura genética), sendo que o tipo A é mais mutável que o B e este mais mutável que o tipo C. Os tipos A e B causam maior morbidade (doença) e mortalidade (mortes) que o tipo C. Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários países) estão associadas ao vírus do tipo A. O tipo C não tem importância clínica nem epidemiológica.

5. Como a influenza humana é transmitida?

A influenza humana pode ser transmitida:
  1. - de forma direta:, através das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar, ou tossir; ou
  2. - de forma indireta: por meio das mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e olhos.  

A transmissão direta inter-humana (ou seja, de pessoa-a-pessoa), é a mais comum, mas já foi documentada a transmissão direta do vírus de aves e suínos para o homem.

O período que uma pessoa pode transmitir a doença  (transmissibilidade) é de 2 dias antes até 5 dias após o início dos sintomas.

6. Como o vírus da influenza existe na natureza?

Os vírus existem naturalmente em diversas espécies animais, como aves (especialmente as aquáticas, como os patos), mamíferos e herbívoros. Em geral, os vírus são específicos de cada espécie animal e só raramente se observa transmissão cruzada entre espécies diferentes, como da ave para o homem, por exemplo. No entanto, o porco pode se infectar tanto com vírus humanos como com vírus de aves.

As aves silvestres, principalmente as aves migratórias, podem se infectar sem apresentar sintomas. São chamadas de reservatórios naturais do vírus e propiciam sua disseminação entre os continentes, representando um elemento importante na cadeia de transmissão  da influenza aviária. No entanto, o vírus da influenza já foi identificado em outras aves como marrecos, maçaricos, gaivotas, garças, pardelas, cisnes, tecelões, cacatuas, tentilhões , além das aves domésticas (galinha, peru, faisão, ganso, codorna, avestruz) e, menos freqüentemente, em passarinhos, periquitos, papagaios e em aves de rapina como o falcão.

7. Como o vírus influenza das aves pode causar doença humana?

- Os vírus influenza estão presentes nas fezes, sangue e secreções respiratórias  das aves infectadas. Desse modo, a contaminação humana pode ocorrer pelo contato direto com as aves infectadas por meio de inalação dessas secreções (inclusive durante a limpeza e a manutenção nos aviários ou criadouros sem os cuidados necessários de proteção) ou durante o abate ou manuseio de aves infectadas.

OBS: Não foi evidenciada transmissão pela ingestão de ovos ou pelo consumo de carnes congeladas ou cozidas de aves infectadas.

8. Quais são os sintomas da influenza humana?

Os primeiros sintomas costumam aparecer cerca de 24 horas depois do contágio, e podem ser:
  1. · febre geralmente (>38ºC);
  2. · dor de cabeça;
  3. · dor nos músculos;
  4. · calafrios;
  5. · prostração (fraqueza);
  6. · tosse seca;
  7. · dor de garganta;
  8. · espirros e  coriza
Podem apresentar ainda pele quente e úmida, olhos hiperemiados (avermelhados) e lacrimejantes. As crianças podem apresentar também febre mais alta, aumento de linfonodos cervicais (gânglios no pescoço), diarréia e vômitos.

9. A influenza humana é uma doença grave?

Geralmente a influenza é uma infecção auto-limitada, ou seja, evolui para cura completa devido a reação do próprio organismo humano à ação do vírus. No entanto, a influenza pode causar doença grave em idosos, pessoas portadoras de doenças crônicas (como diabetes, câncer, doenças crônicas do coração, dos pulmões e dos rins), pessoas imunodeprimidas, gestantes no 2° e 3° trimestres de gravidez e recém-nascidos. Essas pessoas são consideradas grupos de maior risco para apresentar complicações da influenza, como a pneumonia, e podem precisar de atenção hospitalar quando adoecem.

10. Existe vacina para prevenir a influenza humana ou suas complicações?

Sim. O Ministério da Saúde do Brasil, a partir de 1999, vem realizando campanhas anuais de vacinação contra a influenza para os idosos com idade de 60 anos ou mais e grupos em específico, a campanha é anual e a partir do ano de 2009 passa a contemplar o vírus pandêmico a cada ano é realizado um estudo para uso da vacina em indivíduos que pertencem aos grupos de risco  apontados pelo estudo.

A composição da vacina varia a cada ano, de acordo com os tipos de vírus da influenza que estão circulando de forma predominante em ambos nos hemisférios Norte e Sul.

11. Qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a influenza?


Sim, a partir dos seis meses de idade e desde que não tenha alergia a ovo (uma vez que esta vacina é produzida em ovos de galinha). No entanto, a política de vacinação contra a influenza atualmente  adotada pelo MS é direcionada para os grupos de maior risco de desenvolver as formas graves e complicações da doença .

12. Qual a duração da proteção conferida pela vacina contra a influenza?

A vacina protege por um ano. Entretanto  o vírus da gripe é capaz de mudar suas características com muita freqüência, por isso a cada ano é necessário que se tome uma nova vacina.

13. Pode-se ter gripe mesmo estando vacinada contra influenza?

Sim, porque a vacina protege contra os três tipos de vírus geralmente, que anualmente fazem parte da sua composição e porque, entre os idosos, sua proteção não é de 100%. 
Mesmo assim, a vacinação diminui a gravidade da gripe e, portanto, as chances de complicações e óbitos.

14. A vacina contra influenza pode provocar reações?

Sim, mas as reações são geralmente leves. As mais comuns são: dor, vermelhidão e enduração no local de aplicação, que ocorrem nas primeiras 72 horas após a vacinação. A febre como reação adversa à vacina ocorre em menos de 1% dos casos e reações alérgicas graves (anafilaxia) não são comuns. Acredita-se que as reações estejam associadas aos componentes vacinais, principalmente à proteína do ovo de galinha (que é utilizado na produção da vacina). É essencial que as pessoas que tenham história de alergia a alguma vacina, ao ovo ou a proteínas de galinha, informem ao profissional de saúde antes de receber a vacina. Raramente ocorre dor em trajetos de nervos (neuralgia), sensação de dormência (parestesia) e fraqueza muscular.

15. Quais são os benefícios da vacina contra influenza?

- Proteção contra o vírus da Influenza ou gripe e contra as complicações da doença, principalmente as pneumonias bacterianas secundárias. 
Estudos recentes indicam que a vacina também pode proteger contra infarto e derrame.

16. Existem medicamentos disponíveis para prevenção e tratamento da influenza humana?

Sim. Apesar de o tratamento da influenza não complicada ser realizado com medicações sintomáticas, repouso, hidratação e alimentação leve, nas situações em que há indicação médica podem ser utilizadas duas classes de drogas, os bloqueadores do canal M2 de envelope viral (amantadina e rimantadina) ou os inibidores da neuraminidase (oseltamivir e zanimivir). Há vantagens e desvantagens no uso de ambos os grupos de drogas, que devem ser avaliados pelo médico que fará as prescrições, quando necessário.

17. Existe tratamento para as complicações da influenza?

Sim. As principais complicações são as infecções bacterianas secundárias, principalmente as pneumonias. Em caso de complicações, o tratamento será específico, geralmente com antimicrobianos (antibióticos). Para tanto, é fundamental procurar atendimento nas unidades de saúde (postos/centros de saúde ou hospitais).

18. O que a população pode fazer para evitar a influenza?

Como medida geral de prevenção e controle de doenças de transmissão respiratória, recomenda-se

a) População em geral
- higiene das mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz);
- evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
- usar lenço de papel descartável;
- proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de aerossóis;
- orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas);
- evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados);
- é importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;
- restrição do ambiente de trabalho para evitar disseminação;
- hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.

b) Cuidados no manejo de crianças em creches:
- encorajar cuidadores e crianças a lavar as mãos e os brinquedos com água e sabão quando estiverem visivelmente sujas;
- encorajar os cuidadores a lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente quando a criança está com suspeita de síndrome gripal;
- orientar os cuidadores a observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta, principalmente quando há notificação de surto de síndrome gripal na cidade; os cuidadores devem informar os pais quando a criança apresentar os sintomas citados acima;
- evitar o contato da criança doente com as outras. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença;
- orientar os cuidadores e responsáveis pela creche que notifiquem a secretaria de saúde municipal caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa na creche;

19. O que seria uma pandemia de influenza?


O termo pandemia significa uma epidemia em grandes proporções (tanto em número de pessoas envolvidas, quanto em área geográfica) que atinge diversos paises geralmente de forma simultânea, decorrente da existência de um grande número de pessoas susceptíveis à infecção por um novo vírus da doença.
Pandemias de influenza ou gripe já causaram graves danos durante toda história. No último século ocorreram pelo menos três grandes pandemias quem em poucas semanas causaram grande impacto na morbidade e mortalidade, afetando principalmente crianças e adultos jovens e provocando situações de ruptura social.

20. O que significa H1N1?
As letras correspondem às duas proteínas da superfície do vírus: H: Hemaglobulina e N: Neuraminidase . O numero 1 corresponde a ordem em que cada uma das proteínas foi registrada, significando que ambas as proteínas tem semelhanças com os componentes do vírus que já circulou anteriormente, quando da pandemia de 1918-1919.

21. Onde obter mais informações?

Para outras informações, acessar os sites a seguir:

Secretaria de Estado da Saúde - Paraná
www.saude.pr.gov.br

Ministério da Saúde
www.saude.gov.br

Secretaria de Vigilância em Saúde
www.saude.gov.br/svs

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br

Organização Mundial de Saúde:
www.who.int

Vigilância Epidemiológica: Influenza "A" - H1N1

CAROS LEITORES, não é de costume deste blog, reproduzir em íntegra assuntos de outras fontes de informação, mais nesse momento, faço deste espaço uma extensão para os orgãos oficiais da Saúde publicarem informações de caráter emergencial, para o quanto mais aletar a população sobre a Flu A, melhor.

Vale o tempo de leitura.

ALERTA: MS orienta condutas frente a casos de gripe


O Ministério da Saúde alerta os profissionais de saúde para a chegada do inverno, no próximo dia 22 de junho, época em que se intensifica a circulação dos vários subtipos do vírus da influenza, exigindo atenção redobrada para as medidas de vigilância epidemiológica e de assistência apropriadas. Particularmente, é preciso esclarecer bem e implantar as recomendações do Ministério sobre possíveis casos de influenza pelo subtipo do vírus de influenza A/H1N1 2009.
  
O subtipo do vírus de influenza denominado A/H1N1 2009 surgiu no início daquele ano, no México, e foi responsável pela pandemia de influenza registrada naquele ano. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos registrados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia como encerrada. Uma pandemia ocorre quando aparece um subtipo completamente novo do vírus da influenza. Nessa situação, como toda a população é suscetível, há uma disseminação rápida desse novo subtipo. No século passado, esse fenômeno ocorreu três vezes, em 1918, 1957 e 1968.  Na pandemia de 2009, a grande maioria dos casos foi leve, com cura espontânea, sem complicações. Entretanto, em alguns casos, houve a ocorrência de casos graves, principalmente em alguns grupos como gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.


Mesmo com o fim da pandemia, o subtipo A/H1N1 2009 continua circulando no mundo inteiro, agora produzindo apenas surtos localizados, porque a maioria das pessoas já está protegida contra ele, seja porque tiveram a infecção natural em 2009 (estima-se que até 30% da população podem ter tido influenza pelo subtipo A/H1N1 2009) ou porque se vacinaram nas campanhas realizadas em 2010, 2011 e 2012.  Esses surtos vêm ocorrendo em praticamente todos os países do mundo, e também no Brasil. Para responder a essa situação, a OMS manteve esse subtipo entre os três que fazem parte da composição da vacina contra a influenza, protegendo os grupos mais vulneráveis às complicações, como as mulheres grávidas, as crianças menores de 2 anos e os idosos. Em nosso país, a campanha de influenza para o inverno de 2012, recentemente realizada, atingiu cobertura acima de 80%, uma das mais altas do mundo.
Além da garantia da vacinação dos grupos vulneráveis, o Ministério da Saúde revisou e divulgou, no ano passado, um novo Protocolo de Tratamento da Influenza  visando atualizar os profissionais de saúde com as medidas adequadas para reduzir a transmissão e evitar os casos graves pelo subtipo A/H1N1 2009. Entre essas medidas destacam-se:

  1. Ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável;
  2. Procurar um serviço de saúde caso apresente a síndrome gripal, que é definida pelo surgimento, simultaneamente, de febre de início súbito + tosse ou dor na garganta + cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações);
  3. Quando se comprovar que há circulação do subtipo A/H1N1 2009, os médicos devem prescrever o antiviral oseltamivir, o mais precocemente possível, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que apresentarem a síndrome gripal, particularmente nos grupos vulneráveis para complicações, como as gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas. 
  
Não há indicação para suspender atividades sociais ou aulas, porque isso não se mostrou efetivo para reduzir a transmissão do A/H1N1 2009, servindo apenas para criar uma sensação de insegurança nas pessoas. A utilização da vacina, nessa situação atual, também não é recomendada porque a produção de anticorpos contra o vírus da influenza só se inicia após duas semanas da aplicação, não garantindo a proteção imediata, que seria necessária num surto que geralmente é de duração muito limitada. Estudos realizados durante a pandemia mostraram que a medida que se revelou mais eficaz para evitar casos complicados e óbitos é o acesso rápido ao antiviral oseltamivir.
O Ministério da Saúde descentralizou, desde 2011, um estoque suficiente desse antiviral para todos os estados brasileiros e mantém um estoque estratégico capaz de suprir qualquer nova necessidade.

Vigilância Epidemiológica: "Paciente ZERO"


O termo Paciente zero  refere se ao paciente inicial em uma população que está sobre investigação epidemiológica.
É com a descoberta do paciente zero que ai então se pode indicar a fonte de uma nova condição/doença, e assim com esse conhecimento é que se pode previnir uma eventual propagação da condição/doençca, pois pode-se considerar que este paciente e o que detém o reservatório da doença.
Desta forma podemos concluir então que é o  Paciente Zero que indica a existência de um novo agravo o qual pode causar surtos / epidemias / pandemias. 
Casos anteriores podem ser encontrados e são rotulados como primários, secundários, terciários, etc. "Paciente Zero" foi o termo usado para se referir sobre a disseminação do HIV na América do Norte.

 HIV

Gaëtan Dugas (20 de fevereiro de 1953 — 30 de março de 1984), franco-canadense, trabalhou para a Air Canada como um comissário de bordo, Dugas se tornou notório como suposto Paciente Zero para a AIDS, ele recebeu o apelido de Paciente Zero por ter sido a primeira pessoa identificada como transmissora do vírus da AIDS. 
Em meados do ano de 1977, Dugas conheceu um jovem africano em Paris e teve um caso com ele, era homossexual, um ano depois, seu corpo estava recoberto de manchas roxas que os médicos diagnosticaram como sarcoma de Kaposi (SK), informando se tratar de uma forma de cancêr perfeitamente curável, porém era o primeiro sintoma que esta nova condição causava.
Em análise dos dados dos primeiros 284 paciences com AIDS registrados nos EUA, pelo menos quarenta estavam relacionados com sujeitos que haviam tido algum envolvimento sexual com Gaëtan Dugas, estes dados foram reunidos após sua morte por investigações, a sua identidade se tornou conhecida em 1979, quando um de seus amantes apareceu em uma clínica com o mesmo sarcoma de Kaposi pelo corpo, este admitiu que tivera um caso com Dugas e ainda deu o nome de um terceiro sujeito que também se relacionara com ele etambém apresentava pelo corpo manchas roxas do sarcoma.
A sua História veio a tona quando o  jornalista Randy Shilts, que vinha entrevistando pacientes de AIDS, volta e meia, ouvia histórias sobre o tal "louro de uma companhia aérea", e ai então revelou a história de Dugas para o mundo.
Mesmo doente, Dugas continuava procurando parceiros, o mesmo mantinha orgulhosamente mais de 2500 amantes anotados em um livro desde os 18 anos, garantindo que sabia que era um recorde e que queria mantê-lo de qualquer forma.
 O caso mais antigo, posteriormente identificado, data de 1959, do vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana) foi encontrado em uma amostra sanguínea de um homem africano da etnia bantu, que viveu em Leopoldville, hoje Kinshasa, na República Democrática do Congo. 
Esta descoberta foi publicada em fevereiro de 1998 na revista americana Nature.

 Influenza A - H1N1

No ano de 2009, com o advento da Gripe Suina se espalhando por todo o MUNDO, o termpo Paciente Zero voltou a tona, a surpresa foi a resposta para a tão difícel questão: "Quem era o Paciente Zero da então Pandemia da nova Gripe?"
Quando médicos do (CDC) Centro de Controle de Doenças coletaram amostras das pessoas infectadas em La Gloria, todas deram resultado negativo, à exceção de uma: a do pequeno Edgar
Edgar Hernandez, de 5 anos, morador do México, em La Gloria é um sobrevivente da gripe suína classificada como pandemia pela OMS a criança aparentemente desenvolveu os sintomas de gripe depois da maior parte dos moradores de La Gloria, um fato ainda não esclarescido é que seus familiares não foram infectados, nem mesmo os que moram debaixo do mesmo teto que ele. 
Quando os funcionários da saúde pública chegaram ao local, em 23 de março, para investigar o casos, 1.300 pessoas procuraram ajuda médica.
Cerca de 450 foram diagnosticados com infecção respiratória aguda grave e mandados para casa com antibióticos e máscaras cirúrgicas.
Egdar mora em La Gloria, no Estado mexicano de Veracruz, boa parte dos cerca de 3.000 habitantes do povoado ficou doente entre o fim de março e o início de abril, os sintomas que desenvolveu durante seu estado patologico foi febre alta e queixou-se de dores de cabeça e em outras partes do corpo, e seus olhos doiam, foi levado ao médico e, depois de alguns dias de tratamento com antibióticos, recuperou-se.

Fontes:
  1.  Diseases - Activity 1 - Glossary, page 3 of 5. Science.education.nih.gov. Página visitada em 2010-11-03
  2.  WordNet Search - 3.0. Wordnetweb.princeton.edu. Página visitada em 2010-11-03. 
  3. Sporadic STEC O157 Infection: Secondary Household Transmission in Wales. Cdc.gov (1994-01-01). Página visitada em 2010-11-03. 
  4. Patient Zero - definition of Patient Zero in the Medical dictionary - by the Free Online Medical Dictionary, Thesaurus and Encyclopedia. Medical-dictionary.thefreedictionary.com. Página visitada em 2010-11-03
  5.  Bowdler, Neil. "Key HIV strain 'came from Haiti'", BBC News, 2007-10-30. Página visitada em 2010-05-05.Garoto de 5 anos foi a primeira pessoa infectada pela gripe suína, diz governo mexicano. UOL Notícias (29/04/2009). Página visitada em 01/01/2020.