“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” (Mateus 24:42).
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VE - Prevalência x Incidência

PrevalênciaO termo é comumente utilizado nos processos de estatística e muito utilizado na epidemiologia, o seu conceito pode-se referir à:
  • número total de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal;
  • proporção de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal.
Estre processo então permite compreender o quanto é comum, ou rara, uma determinada doença ou situação em uma determinada população,  deve-se utilizar e primar pelos valores  em proporção, mas caso se opte pelo uso do número total de casos é importante a se referir a dimensão da população.
Na epidemiologia emprega-se na averiguação das doenças crónicas ou situações de duração prolongada, como a obesidade, a hipertensão arterial .
Na área da saúde como um todo a prevalência ajuda o profissional a conhecer a probabilidade - ou risco - de um indivíduo sofrer de determinada doença.

Este conceito é também muito útil na elaboração e planificação de políticas e programas de saúde, uma vez que permite organizar os recursos existentes para os problemas de saúde mais importantes.

Incidência
Outro termo que é comumente utilizado nos processos de estatística e muito utilizado em epidemiologia, o seu conceito pode-se a referir à:
  • número de novos casos surgidos numa determinada população e num determinado intervalo de tempo;
  • proporção de novos casos surgidos numa determinada população e num determinado intervalo de tempo.
 Segundo o Ministério da Saúde, as condições crônicas e agudas que mais matam no Brasil são:

    Doenças cerebrovasculares: 99.159 óbitos.
    Infarto agudo do miocárdio: 79.297 óbitos.
    Pneumonias: 54.986 óbitos.
    Diabetes mellitus: 54.542 óbitos.
    Doenças hipertensivas: 44.460 óbitos.
    Bronquite, enfisema, asma: 40.360 óbitos.
    Insuficiência cardíaca: 27.402 óbitos.
    Câncer do pulmão: 21.715 óbitos.
    Outras doenças isquêmicas do coração: 20.111óbitos.
    Cirrose e doenças crônicas do fígado: 19.235ó bitos.

Fonte: DATASUS/Ministério da Saúde - 2010

Vigilância Epidemiológica: Influenza "A" - H1N1

CAROS LEITORES, não é de costume deste blog, reproduzir em íntegra assuntos de outras fontes de informação, mais nesse momento, faço deste espaço uma extensão para os orgãos oficiais da Saúde publicarem informações de caráter emergencial, para o quanto mais aletar a população sobre a Flu A, melhor.

Vale o tempo de leitura.

ALERTA: MS orienta condutas frente a casos de gripe


O Ministério da Saúde alerta os profissionais de saúde para a chegada do inverno, no próximo dia 22 de junho, época em que se intensifica a circulação dos vários subtipos do vírus da influenza, exigindo atenção redobrada para as medidas de vigilância epidemiológica e de assistência apropriadas. Particularmente, é preciso esclarecer bem e implantar as recomendações do Ministério sobre possíveis casos de influenza pelo subtipo do vírus de influenza A/H1N1 2009.
  
O subtipo do vírus de influenza denominado A/H1N1 2009 surgiu no início daquele ano, no México, e foi responsável pela pandemia de influenza registrada naquele ano. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos registrados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia como encerrada. Uma pandemia ocorre quando aparece um subtipo completamente novo do vírus da influenza. Nessa situação, como toda a população é suscetível, há uma disseminação rápida desse novo subtipo. No século passado, esse fenômeno ocorreu três vezes, em 1918, 1957 e 1968.  Na pandemia de 2009, a grande maioria dos casos foi leve, com cura espontânea, sem complicações. Entretanto, em alguns casos, houve a ocorrência de casos graves, principalmente em alguns grupos como gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.


Mesmo com o fim da pandemia, o subtipo A/H1N1 2009 continua circulando no mundo inteiro, agora produzindo apenas surtos localizados, porque a maioria das pessoas já está protegida contra ele, seja porque tiveram a infecção natural em 2009 (estima-se que até 30% da população podem ter tido influenza pelo subtipo A/H1N1 2009) ou porque se vacinaram nas campanhas realizadas em 2010, 2011 e 2012.  Esses surtos vêm ocorrendo em praticamente todos os países do mundo, e também no Brasil. Para responder a essa situação, a OMS manteve esse subtipo entre os três que fazem parte da composição da vacina contra a influenza, protegendo os grupos mais vulneráveis às complicações, como as mulheres grávidas, as crianças menores de 2 anos e os idosos. Em nosso país, a campanha de influenza para o inverno de 2012, recentemente realizada, atingiu cobertura acima de 80%, uma das mais altas do mundo.
Além da garantia da vacinação dos grupos vulneráveis, o Ministério da Saúde revisou e divulgou, no ano passado, um novo Protocolo de Tratamento da Influenza  visando atualizar os profissionais de saúde com as medidas adequadas para reduzir a transmissão e evitar os casos graves pelo subtipo A/H1N1 2009. Entre essas medidas destacam-se:

  1. Ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável;
  2. Procurar um serviço de saúde caso apresente a síndrome gripal, que é definida pelo surgimento, simultaneamente, de febre de início súbito + tosse ou dor na garganta + cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações);
  3. Quando se comprovar que há circulação do subtipo A/H1N1 2009, os médicos devem prescrever o antiviral oseltamivir, o mais precocemente possível, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que apresentarem a síndrome gripal, particularmente nos grupos vulneráveis para complicações, como as gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas. 
  
Não há indicação para suspender atividades sociais ou aulas, porque isso não se mostrou efetivo para reduzir a transmissão do A/H1N1 2009, servindo apenas para criar uma sensação de insegurança nas pessoas. A utilização da vacina, nessa situação atual, também não é recomendada porque a produção de anticorpos contra o vírus da influenza só se inicia após duas semanas da aplicação, não garantindo a proteção imediata, que seria necessária num surto que geralmente é de duração muito limitada. Estudos realizados durante a pandemia mostraram que a medida que se revelou mais eficaz para evitar casos complicados e óbitos é o acesso rápido ao antiviral oseltamivir.
O Ministério da Saúde descentralizou, desde 2011, um estoque suficiente desse antiviral para todos os estados brasileiros e mantém um estoque estratégico capaz de suprir qualquer nova necessidade.