“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” (Mateus 24:42).
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Vigilância Ambiental: Niquim, você conhece ?

Imagine você estragar suas férias por causa de um "peixe", isso mesmo um peixe, vamos falar de um dos mais venenosos peixes encontrados no Brasil.  
O Niquim é um peixe acanthopterýgio, de várias espécies a mais encontrada no Brasil nesta área que iremos falar é a Thalassophryne nattereri, de espinhos venenosos no dorso e ao seu redor.
 Pode ser conhecido também como "Peixe Pedra"  por se encontrar muitas vezes camuflado sob o leito lamacento das águas nordestinas ou nas bases das plataformas de Petróleo, o perigo não se dá pelo  seu tamanho, os adultos atingem cerca de até 15 centímetros, importante citar que então este o diminuto animal carrega em seu corpo um poderoso veneno que pode causar dor intensa e até deixar seqüelas permanentes quando inoculado na vítima.
O Niquim é encontrado em toda região Nordeste, tanto em água doce quanto em salgada, porém os acidentes ocorrem com mais frequência nos rios onde esse animal está presente. 

Thalassophryne nattereri

Seus hábitos incluem o sorraterismo pois o peixe fica a maior parte do tempo enterrado, imóvel a espera de uma presa de passagem,  justamente esse comportamento que demanda atenção redobrada dos pescadores ou turistas ao caminharem em  território aonde pode ser encontrado o Niquim, é prudente sempre perguntar a um morador do local se é encontrado ou não naquela área (eu particularmente perguntaria para mais de um). O Niquime possui espinhos móveis em seu dorso que se armam quando o animal é incomodado prontos para ferir pés ou as mãos desprotegidas, também são encontrados nas laterais do peixe e se conectam a glândulas de um forte veneno que é injetado na vitima no momento do contato.  
O cuidado deve ser ainda maior porque o niquim costuma habitar as partes de águas mais rasas, inclusive, áreas lamacentas próximas às margens está ai a importância usar um calçado de solado grosso e resistente, mesmo que você vá caminhar emersa do leito dos rios.
O veneno do niquim, causa uma dor intensa, que em nada se compara, por exemplo, à ferroada do bagre ou da arraia, em comparados testimunhos a quem teve a oportunidade de se furar com essas espécies de peixe sabe que o desconforto é grande, entretanto, na maioria das vezes, tolerável, já com nosso monstro aquático a dor é significantemente mais forte e se irradia para a base do membro atingido.
Lesões necróticas causadas pelo acidente de T. nattereri, após uma semana
 Além disso, se a conduta pós picada não for correta e em tempo oportuno pode causar uma inflamação severa e evoluir para um quadro de necrose que acarreta na perda da parte afetada por amputação.
Ainda não existe antídoto conhecido e o tratamento consiste em mergulhar o local atingido na água mais quente que a pessoa conseguir suportar a dor provocada pela inaculação do  veneno, que se decompõe com aumento da temperatura e acaba por perder seu efeito. 
A forma "popular" de cura para ferroada de niquim fala-se em urinar sobre a ferida, mas estudos afirmam que a eficácia do procedimento reside mais no calor do líquido do que nas substâncias presentes na urina. 
Em todo caso, é uma opção emergencial para aliviar os sintomas até a chegada ao hospital.
A conduta realizada hoje em casos de picada pelo Niquim nas unidades de saúde é feita a analgesia do paciente, limpeza cirúrgica e drenagem de secreções.
Então ? tome cuidado !