O crescimento populacional em todo mundo preocupa as autoridades de saúde, além do fato de haver o problemas em como lidar como os resíduos gerados, as doenças infecto contagiosas trazem uma realidade muito próxima do possível problema a ser enfrentado ao longo do tempo. Os institutos de estatística declaram que desequilíbrio entre nascimentos e mortes, a população mundial chegará aos 11 mil milhões de pessoas até 2100, e uma das consequências desse aumento serão os novos desafios, no controle da geração do resíduo, a necessidade de termos infra estrutura para manter salutar os ambientes populacionais e no controle de surtos de doenças, eminentes no cotidiano. A matemática é simples: muitas pessoas podem significar mais doenças, a facilidade de viajar de um continente à outro, da quantia de pessoas entrando e saindo, indo e vindo através de navios, aviões, carros e caminhões entre estados e países , da ainda mais possibilidades destas doenças a espalhar-se ao redor do mundo. O aumento da população também é susceptível de aumentar a taxa crescente de novas doenças infecciosas causadas por vírus emergentes e bactérias resistentes aos medicamentos - uma tendência que já foi observada ao longo das últimas décadas.
Gripe
Desde a pandemia de gripe horrível que matou um número estimado entre 50 a 100 milhões de pessoas em 1918, até às pandemias de gripe suína de 2009 que levaram milhares de vidas, diferentes cepas de vírus da gripe têm causado alguns dos focos mais mortais do século passado.
Este grupo de patógenos é um dos mais vigiados de perto, devido à sua enorme ameaça de pandemia. Nas suas epidemias sazonais, o vírus infecta até 15% da população que atinge. Pensa-se que as epidemias anuais resultam entre 3 e 5 milhões de casos de doença grave e entre 250.000 e 500.000 mortes por ano em todo o mundo, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O vírus, em constante mudança, passou por vários grandes mutações no século passado e tem sido capaz de repetidamente ser transmitida aos seres humanos a partir de animais domésticos. Surtos significativos causados pelo vírus incluem a gripe asiática em 1957, a gripe de Hong Kong em 1968, e a gripe suína em 2009.
SARS
SARS é a sigla para Síndrome Respiratória Aguda Grave e é causada pelo coronavírus SARS. O seu primeiro surto ocorreu no final de 2002, na China, sendo que em algumas semanas se espalhou para 37 países através de viagens aéreas. O vírus infectou 8.000 pessoas em todo o mundo, tendo morrido cerca de 800 dos infetados.
A maioria dos pacientes infectados pelo coronavírus SARS desenvolver pneumonia. O vírus espalha-se pelo contato próximo entre os indivíduos e pensa-se ser mais facilmente transmitido por gotículas produzidas quando uma pessoa infectada espirra ou tosse e as secreções são inaladas por outra pessoa.
A doença também pode difundir-se quando uma pessoa toca numa superfície ou objecto contaminado com gotículas infecciosas. SARS pode também ser transmitida através do ar num modo mais geral. Os cientistas rastrearam o vírus até aos morcegos. Pensa-se que o vírus encontrou o caminho para a população humana através de mercados de gado na China. Há ainda novas ameaças de uma nova mutação do Vírus Coronavirus tratamos do Mers Cov no seguinte poust: Clique Aqui!
HIV/AIDS
Desde o seu surgimento na década de 1980, o HIV já infectou 60 milhões de pessoas e causou um número estimado de 30 milhões de mortes. Os cientistas acreditam que o HIV, que significa vírus da imunodeficiência humana, deu o salto dos chimpanzés para os humanos em algum momento em meados do século 20.
O vírus toma conta e eventualmente desabilita o sistema imunológico, resultando numa condição chamada SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). Sem um sistema imunológico a funcionar adequadamente, as pessoas com AIDS ficam vulneráveis a outras infeções, muitas vezes mortais.
O vírus espalha-se através do sangue, sémen e outros fluidos corporais. A maioria das pessoas atualmente adquire o vírus através de relações desprotegidas ou pela partilha de equipamentos de injeção de drogas com alguém que está infectado. Globalmente, havia cerca de 2,5 milhões de novos casos de HIV em 2011, sendo que cerca de 34,2 milhões de pessoas vivem com o HIV em todo o mundo.
Malária
Embora tenha provavelmente estado presente desde a antiguidade, a malária transmitida por mosquitos continua a representar um problema global. Não há vacina e em muitas partes do mundo o parasita desenvolve resistência a uma série de medicamentos contra a malária, afirma a OMS. Em 2010, um número estimado de 219 milhões de pessoas no mundo foram infectadas pela doença e 660 mil morreram.
A doença é comum em regiões tropicais, como África, Ásia e Américas, com cerca de 90% dos casos a ocorrer na região Africana. Plasmodium, o parasita que causa a malária, entra o sangue de uma pessoa através de uma picada de mosquito e viaja para o fígado, onde permanece silencioso e se reproduz durante dias. Eventualmente, os parasitas escondidos no interior das membranas celulares do fígado, escapam desse órgão e invadem o sangue, infectando as células vermelhas do sangue, e interrompendo o fornecimento de sangue a outros órgãos.
Tuberculose
A descoberta da tuberculose (TB) já foi rastreada há até 17 mil anos atrás, mas ainda não está totalmente sob controle nos nossos dias. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose é o segundo maior assassino em todo o mundo devido a um único agente infeccioso (o primeiro é o HIV/AIDS). Nas últimas duas décadas, a taxa de mortalidade da tuberculose caiu quase para metade. Em 2012, 8,6 milhões de pessoas ficaram doentes com tuberculose e 1,3 milhão morreram. Mais de 95% das mortes por tuberculose ocorre em países de renda baixa e média.
Embora a tuberculose seja curável, uma forma preocupante de tuberculose que é resistente à maioria dos tratamentos disponíveis e eficazes (TB multirresistente) está presente em quase todos os países, de acordo com a OMS.
Fonte: [Livescience]
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Vigilância Ambiental: Endemia: você sabe do que se trata ?
Endemia é um dos termos mais utilizados na área da Epidemiologia, podemos dizer que endemia é qualquer factor mórbido ou doença
espacialmente localizada, temporalmente ilimitada e habitualmente
presente entre os membros de uma população somado ao fato que o nível de incidência se
situe sistematicamente nos limites de uma faixa endêmica, esta
previamente convencionada para uma certa população e época determinadas.
Difere-se do termo epidemia por ser de caráter mais contínuo e restrito a uma determinada área.
Exemplos claros temos em nosso País, o Brasil é um dos paises do mundo aonde existem áreas consideradas endêmicas de febre amarela estas áreas estão distribuidas na região da Amazônia, áreas endêmicas de dengue hoje distribuidas por todo o território nacional devido a urbanização da doença, doenças infecto contagiosas também podem assumir a característica endêmica, um exemplo claro é o que ocorre em Portugal, onde a hepatite A pode ser considerada como endemia, já que existem, constantemente, novos casos.
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| Fig 1 - Distribuição da malária pelo mundo, segundo endemicidade. |
Em algumas situações uma endemia pode evoluir de forma a atingir maiores áreas territoriais e populações e se tornar uma epidemia, existindo,
nesse caso, uma doença endemo-epidémica, a análise desta oposição entre endemia e
epidemia, entretanto, tem sido esbatida com os novos conhecimentos
adquiridos quanto aos factores externos e ecológicos que condicionam o
desenvolvimento de uma doença.
O termo "endémico" passou a referir-se,
de forma mais ajustada, ao grau de prevalência de uma doença, ou seja refere-se à
proporção entre o número total de casos da doença e o número de
indivíduos em risco de a adquirir, numa área geografica e temporalmente
bem definida, definidas como zonas endêmicas.
Caracterizar um agente endêmico e/ou epidêmico depende de vários
fatores, como a suscetibilidade da população exposta, experiência prévia
com o agente, intensidade do agente, o tempo, o local e o comportamento
do agente com relação à população, é desta forma que as doenças novas ou que há muito tempo
não apresentem casos quando aparecem ou reaparecem já podem ser
consideradas surtos de caráter epidêmico ou endêmico, mesmo sem a contaminação em massa, é válido lembrar que o termo epidemia não se refere apenas a doenças infecto-contagiosas,
mas a qualquer doença que apresente muitos casos em uma população.
Pode-se considerar então epidemia toda doença que afeta uma grande quantidade de
pessoas dentro de uma população ou região, e se estas proporções
tornam-se muito grandes, como o que aconteceu em 2009 com a H1N1, é caracterizada uma pandemia.
Há outros exemplos de endemias pelo mundo, como a malária e a AIDS em várias regiões da África, e a tuberculose em diversas partes do mundo.
É por este motivo que ao se deslocar em viajem para uma área endêmica, é recomendável prevenir-se, se houver vacinas ou medicamentos para a doença de tal faixa, é recomendado seu uso.
As doenças endêmicas muitas vezes são também epidêmicas, as atuais
condições sanitárias, ecológicas, sociais de muitas partes do mundo evitam os surtos
epidêmicos, mais também condionam fatores para o desenvolvimento de zonas de risco, mesmo com a avançada tecnologia hoje empregada na Vigilância em Saúde que nos permite controlar de forma rápida e eficaz e
satisfatoriamente quando ocorre algum surto, temos que conviver/lidar com o quadro já instalado.
Fontes:
- MOTTA, L. Cayolla da;Biancathubibia Endémico, in "Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI", Volume X, Editorial Verbo, Braga, Junho de 1999
- TAVARES, António; Endemia, in "Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI", Volume X, Editorial Verbo, Braga, Junho de (1999 ou 2009).
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