Mosquito pólvora, porvinha, ou ainda polvinha ? Como é que você conhece esse mosquito ?
Esta espécie de inseto possui este nome devido
ao tamanho pequeno e cor que lembra um grão de pólvora
Mais tenha certeza que o "menor" dos seus problemas é acertar o nome desse mosquito, suas características o tornam um inseto muito difícil de ser combatido, e por isso tão nocivo se infestado em nosso meio, seu tamanho pequeno (cerca de 2mm) o deixam passar pelas aberturas de telas e de tão
adaptado o meio ambiente os repelentes pouco podem fazer para evitá-lo, a sinônímia Maruim tem origem tupi e seu significado é de "mosca pequena".
As espécies mais conhecida no Brasil
conhecidas são “Culicoides paraensis ou C. furens”, mais vale lembrar que centenas de espécies
fazem parte do gênero “Culicóides”.
Trata-se de um inseto díptero
membro da família Ceratopogonidae, mosquitos de pequenas
dimensões, a sua ovoposição seguida das suas larvas possuem a capacidade de viverem na água doce ou salgada,
conforme a espécie.
O adulto é um animal hematófago antropofílico
que penetra pelo meio dos cabelos e por dentro das roupas causando urticária
com suas doloridas picadas.
O mosquito-pólvora é encontrado
no interior, em matas úmidas e brejos, a sua distribuição mundial é de forma que relata-se que o inseto pode ser encontrado desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina, no Brasil encontra-se comumente o Culicoides paraensis, que possuem do mesmo género C. imicola (África), C. fulvus e C. actoni
(Austrália) e C. varripennis (América do Norte) (Gibbs
& Greiner, 1988).
O maruim como os outros mosquitos se reproduz em lugares alagados, como banhados, onde existe matéria orgânica em decomposição, este inseto é responsável pela transmissão da virose oropoche, e não da LEISHIMANIOSE (transmitida por mosquito do gênero Lutzomyia/Phlebotomus) como muitos acreditam, a patologia transmitida pelo maruim deixa o paciente de cama por até doze dias, com dores no corpo, febre, e fotofobia, insetos desta desta família são também responsáveis pela doença denominada "Língua Azul" (LA), que acomete ovinos e bovinos, diversas pesquisas recentes no sul do Brasil apontam e determinam que um dos nichos para sua reprodução são os cepos das touceiras de bananeira e as fezes de animais.
O maruim como os outros mosquitos se reproduz em lugares alagados, como banhados, onde existe matéria orgânica em decomposição, este inseto é responsável pela transmissão da virose oropoche, e não da LEISHIMANIOSE (transmitida por mosquito do gênero Lutzomyia/Phlebotomus) como muitos acreditam, a patologia transmitida pelo maruim deixa o paciente de cama por até doze dias, com dores no corpo, febre, e fotofobia, insetos desta desta família são também responsáveis pela doença denominada "Língua Azul" (LA), que acomete ovinos e bovinos, diversas pesquisas recentes no sul do Brasil apontam e determinam que um dos nichos para sua reprodução são os cepos das touceiras de bananeira e as fezes de animais.
Parece
haver um desequilíbrio biológico na natureza, que pode ser conseqüência
dos desequilíbrios climáticos do planeta, pois o aquecimento beneficia a
proliferação dessas espécies, que têm no frio um predador natural além das Aves, anfíbios e répteis que também são predadores naturais dos maruins, um outro fator é que as fêmeas responsáveis pela contaminação do humano não voam muito longe dos
criadouros para se alimentarem, o adulto possui um ciclo de vida de 50 dias.
A picada de um “Polvinha”
pode resultar em reações alérgicas bem desagradáveis, inclusive se
transformando em lesões fibrosas irreversíveis (caroços duros e
escurecidos só removíveis por cirurgia).
Outro fator é que este insetos podem além de transportarem diversos vírus e patógenos que atacam mamíferos e aves silvestres, também são vetores da filaria (Manzonela ozardi)
na América Central e África, esse verme causa filariose (também
conhecida como mansonelose) doença caracterizada pela presença de
microorganismos jovens no sangue e depois de parasitas adultos na
cavidade abdominal, tecidos e sistema linfático dos vertebrados, podendo
aparecer deformações no corpo devido ao extravasamento de líquidos
linfáticos.
Para combater o mosquito, é interessante conhecer seus hábitos de vida e reprodução.
Ele coloca seus ovos em locais úmidos e ricos em matéria orgânica em decomposição, estes ovos eclodem entre dois a sete dias e as larvas se desenvolvem em três
semanas, depois se enterram na lama ou areia e se transformam em
“pupas”, tornam-se insetos adultos em três dias, apenas as fêmeas
costumam picar, geralmente escolhem a hora do crepúsculo, mas podem
picar a qualquer hora do dia se estiverem à sombra.
Medidas preventivas para o controle de mosquitos:
- Evitar água parada.
- Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
- Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d` água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.
- Furar pneus e guardá -los em locais protegidos das chuvas.
- Guardas latas e garrafas emborcadas para não reter água.
- Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.
- Jogar quinzenalmente desisfetante ns ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.
- Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.
- Não acumular latas, pneus e garrafas.
- Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.
- Manter fossas sépticas em perfeitos estado de conservação e funcionamento.
- Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagos ou água que não possa ser drenada.
- Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo - os desobstruídos.
- Manter permanentemente secos subsolos e garagens.
- Não cultivar plantas aquáticas .
Fontes:
- "Culicoides paraensis (Goeldi, 1905)". Integrated Taxonomic Information System.
- David R. Mercer & Maikol J. Castillo-Pizango (July 2005). "Changes in relative species compositions of biting midges (Diptera: Ceratopogonidae) and an outbreak of Oropouche virus in Iquitos, Peru". Journal of Medical Entomology 42 (4): 554–558.

